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Luz Azul cortina
Está na hora de usar ou mudar de óculos?Está na hora de usar ou mudar de óculos?

Está na hora de usar ou mudar de óculos?

Um mal-estar ocular ao final do dia, um afastar necessário para conseguir ler, uma dificuldade em ver letras a curta distância, são alguns sinais que indicam que talvez precise de usar óculos ou de ajustar a graduação.

Passamos mais horas em frente aos computadores, muitas vezes numa posição inadequada, usamos o smartphone em qualquer pausa do dia, temos cada vez menos tempo para marcar uma consulta de rotina com o especialista da visão. Tudo isto para dizer que a rotina é cada vez mais intensa e isso tem consequências para a saúde visual. A prova está aqui: são cada vez mais comuns os casos de ametropias e anomalias visuais, em especial a miopia e a fadiga visual.

De acordo com um estudo divulgado pela Ophtalmology – a publicação da Academia Americana de Oftalmologia –, até 2050, estima-se que metade da população mundial apresente algum problema de visão, na sua grande maioria, miopia.

Os sintomas são vários e são também facilmente identificados. A maior dificuldade está na rapidez de ação. Normalmente, por serem sintomas esporádicos, tendem a ser ignorados com facilidade. Apesar disso, a longo prazo podem causar malefícios na visão de quem não procura ajuda imediata.  

Cinco sinais de que precisa de usar ou mudar de óculos

1. Dores de cabeça

Se é habitual sentir aquela dor de cabeça constante, especialmente ao final de um dia de trabalho, talvez seja um aviso de que há alguma anomalia visual. Se não existem alterações na rotina, se não está sob mais stress do que o normal, se não há noites de sono especialmente complicadas e se, ainda assim, há dores de cabeça, sobretudo concentradas na testa, é um sinal de que talvez precise de óculos. Fique atento à frequência das dores de cabeça e não deixe avançar muito tempo até consultar um especialista da visão. As dores de cabeça são um dos principais sinais de que a graduação pode estar desatualizada.

2. Vista cansada

Aquilo que popularmente chamamos de vista cansada é uma diminuição da capacidade de acomodação que se vai desenvolvendo com o tempo – também conhecida como presbiopia. Com a idade, podemos vir a sentir mais dificuldade em ver ao perto, sobretudo em ações que considerávamos simples, como ler o talão das compras, um livro, uma revista, ou os alertas que surgem no ecrã do telemóvel. O hábito mais comum é afastar os objetos ou inclinar a cabeça para trás – a síndrome dos braços curtos.

3. Fadiga visual

Ocorre, sobretudo, quando praticamos tarefas visuais muito exigentes como conduzir, ler, ver televisão ou como consequência do uso de dispositivos eletrónicos. O aparecimento de sintomas como dores de cabeça, ardor, olho vermelho, sensibilidade à luz, lacrimejar e pestanejar excessivamente são sinais de que os olhos precisam de descanso.

O tratamento da fadiga visual depende da causa, que pode ser de origem refrativa (ametropias), patológica (por exemplo, o olho seco) ou ambiental (verificar ergonomia).

4. Dificuldades na visão noturna

À noite, o impacto das múltiplas fontes de luz na nossa visão – iluminação dos automóveis, incluindo os faróis, os sinais de trânsito e os próprios edifícios – provoca um sentimento de insegurança devido ao encandeamento. Esta falta de segurança na visão noturna está relacionada com a dificuldade de adaptação à luz, com a redução da visão periférica, com a maior sensibilidade aos contrastes, com a maior demora do tempo de resposta e com a dificuldade de perceção de movimentos.

É importante sublinhar que a visão não está adaptada ao ambiente noturno. Cientificamente, as células Rod ou os bastonetes são os únicos fotorreceptores na retina que reagem à baixa luminosidade, aquilo que chamamos de visão escotópica ou visão noturna.

A sensibilidade do olho é diferente consoante seja dia ou noite. À noite estamos expostos a múltiplas e intensas fontes de luz que provocam reflexos e brilhos nas lentes oftálmicas. Estes reflexos e brilhos intensos perturbam os bastonetes, causando desconforto e redução da acuidade visual.

Minimizar a intensidade dos brilhos é fundamental para manter a acuidade visual, dia e noite. Existem tratamentos anti-reflexos específicos nas lentes oftálmicas, que minimizam essa intensidade e proporcionam até menos 90% dos reflexos à noite – comparativamente a uma lente oftálmica standard sem tratamento –, que permitem maior tolerância aos brilhos intensos e que diminuem a sensação de encandeamento por parte do utilizador.

5. Sensibilidade à luz

A sensibilidade à luz também ocorre perante a intensidade de luz do computador ou da iluminação ambiente. Quando os olhos ardem, sentimos a necessidade de piscar e aparecem borrões ou pequenos halos na luz, o que pode ser sinal de cansaço ocular. As lentes azuladas, neste caso, minimizam o incómodo provocado pelas luzes dos aparelhos eletrónicos, protegendo também os olhos da luz azul nociva emitida por estes.

A graduação pode ter sido certa no momento em que fez a consulta, mas passados alguns anos e com mudanças na forma como vivemos, será que ainda nos sentimos bem com ela?

Fique atento a estes sinais. Se desconfiar de que há um incómodo estranho, está na hora de usar óculos ou de ajustar a graduação. Consulte um especialista.